A
ideia da misericórdia está bem enraizada na Bíblia. No Antigo Testamento,
existe um esquema de narração e interpretação de muitos fatos. Primeiramente, o
povo peca e vem o castigo; depois, arrepende-se, aparecendo a Misericórdia
Divina (cf. Jz 2,1-13).
O povo da antiga aliança caminhou entre a infidelidade, a
penitência e a misericórdia de Deus. No Novo Testamento, a vinda do Salvador
revela mais plenamente o Pai, que é ” Deus rico em misericórdia” (Ef 2,4).
Muitas são as passagens do Evangelho que falam da misericórdia. Podemos começar
pelo cântico de Nossa Senhora, lembrando que a misericórdia se estende de
geração em geração (Lc 1,50), como o Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os
misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). Há também as parábolas,
como a do Filho Pródigo (Lc 15,11-32), do Bom Samaritano (Lc 10,23-35), do
servo sem compaixão (Mt 18, 23-35) e do Pastor que vai atrás da ovelha
desgarrada (Lc 15,3-7).
Jesus nos deixou muitos exemplos de infinita bondade para todos
que encontrou em Seu caminho. Ele teve compaixão dos sofredores, operou
milagres, que aconteceram por causa da miséria humana. Ele adotou uma medida
certa no julgamento da mulher surpreendida em adultério: “Vai e não peques
mais” (Jo 8,3-11).
Amor misericordioso do Pai
Finalmente, no Gólgota, é a expressão máxima do amor divino e o
ponto culminante da revelação e atuação da Sua misericórdia: “Por suas chagas
fomos curados” (Is 53,5). Só em nosso tempo está aumentando a fé na
misericórdia de Deus em forma de devoção.
Em
1931, Jesus apareceu a Santa Faustina e transmitiu-lhe o desejo de ser
conhecido como misericordioso. Uma das frases importantes para essa devoção é a
afirmação do Senhor: “A humanidade não encontrará paz enquanto não se voltar
com confiança para a Minha misericórdia” (Diário, 300).
A mensagem, aos poucos, espalhou-se pelo mundo inteiro, contando
com o grande apoio do Papa João Paulo II, que publicou a Encíclica sobre A
Divina Misericórdia – Dives in Misericórdia.

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