sábado, 1 de julho de 2017

ESPAÇO PARA LEITURA: “O homem só morre quando ninguém mais se lembrar dele”


“O justo jamais será abalado; para sempre se lembrarão dele. Não temerá más notícias; seu coração está firme, confiante no Senhor” (Sl 112,6-7).

A Bíblia afirma que para não sermos esquecidos é necessário sermos justos. Portanto, a pergunta que faço é: “como você gostaria de ser lembrado quando a morte bater à sua porta? Seria como um homem que deixou muito dinheiro para a família? Um homem que viveu só de enganação? Ou como um homem bom, justo e caridoso? Enfim, de que maneira quero ser lembrado, ou nada disso importa?”
Estive em Jerusalém e tive a oportunidade de visitar um cemitério judaico. Uma das coisas que me chamou a atenção foi verificar que os judeus vão ao cemitério para depositar pequenas pedras nas lajes dos túmulos de seus entes queridos, ao invés das flores.  Agora, você sabe por que fazem isso? Segundo eles, as pedras não murcham como as flores. E assim eles podem expressar o seu amor eterno aos seus entes queridos, significando “enquanto existir esta pedra, lembrar-me-ei de você”!
Mesmo professando uma fé diferente eu gostei imensamente dessa forma deles manifestarem o seu amor aos seus entes queridos. Então, eu quero viver bem os dias que me restam na terra e quando chegar a hora da minha morte gostaria de ser lembrado pelas obras realizadas em favor dos irmãos e da minha comunidade. Assim serei lembrado para sempre, não pelos bens materiais que deixarei, mais pelas minhas ações.
Em Eclesiástico 44,10-15, diz: “Estes são homens de misericórdia, seu gestos de bondade, não serão esquecidos”. Não é sua riqueza que irá fazer com que as pessoas recordem de você, mas seus gestos de bondades que não serão esquecidos, eles permanecem com seus descendentes. Seus filhos e netos são suas melhores heranças. Seu corpo será sepultado na paz e seu nome durará através das gerações.
Portanto, um homem só morre de verdade quando ninguém se lembra mais dele, por isso construamos a nossa história em cima de gestos de misericórdia e bondade. Que a presença de Deus cresça sempre mais em nossas vidas, para que nunca sejamos esquecidos por nossos parentes e amigos.
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ESPAÇO PARA LEITURA: A República da Propina de Marlon Reis 

A indicação de hoje foi de Bruno Pereira Lima, ele está lendo “A República da Propina”.



Descrição:
Um dos criadores da lei da ficha limpa, o juiz Márlon Reis trabalhou por quase duas décadas no interior do país acompanhando processos eleitorais. Também leu mais de mil sentenças da Justiça Eleitoral, além de estudos internacionais. Essa imersão em histórias de compras de voto e outras fraudes originou este romance que, nas palavras do autor, “não é bem uma ficção; é uma trama baseada num realismo nada fantástico”. O narrador é Cacá Furtado, assessor do deputado federal Cândido Peçanha – que, por sua vez, protagonizou o best-seller O nobre deputado, publicado por Reis em 2014. Em “A república da propina”, Cacá relata histórias inspiradas em casos reais, como o do prefeito eleito que mandou capangas retirarem a caixa d’água de uma eleitora ao descobrir que ela votara em outro candidato – e se tornou o primeiro político do país a perder um mandato em virtude da compra de um único voto. Ao longo dos anos, Cacá descobre sua vocação: escrutinar almas em busca de favorecimentos. Seja o velho Jonas, disposto a fazer campanha em troca de remédio para impotência, seja o candidato Dinho do Filé, massacrado nas urnas depois de se recusar a presentear sua comunidade, todos fazem Cacá perceber que a dignidade sempre está à venda. É tudo uma questão de saber o preço de cada um.

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